sábado, 26 de dezembro de 2009

Ah, o Natal

Tenho que admitir, faz um bom tempo que eu tento ter alguma idéia para atualizar o blog... mas nada aparecia. Porém, no domingo passado (dia 20) eu fui passear de carro pela cidade com a minha madrinha, mãe e minha vó, para ver as luzes de Natal.
E então eu tirei várias fotos. Da Paulista, da Oscar Freire e de alguns outros lugares por onde a gente foi passando.
Eu amo Natal, é uma época tão... emocionante!
As pessoas são mais felizes, menos mal educadas umas com as outras. Tudo fica mais bonito e iluminado.
A foto acima é da entrada para o metrô Consolação. Eu fiquei emocionada quando vi os adesivos de flocos de neve, e a luz forte que tem dentro da entrada é uma daquelas bolas prateadas que tinham bastante em discotecas, e ainda tem em vários lugares. Então, colocaram luzes refletindo nessa bola que girava constantemente, deixando o lugar bem colorido.
Bom, eu não consegui tirar uma foto da árvore no Ibirapuera, e várias das fotos que eu tirei ficaram um pouco tremidas (carro em movimento), mas aqui estão as que eu achei mais bonitas:


Acho super interessante essas luzinhas para árvores. Porque vamos lá, todos sabem que uma lâmpada esquenta depois de algum tempo acesa. Mas essas luzinhas não. Imagina que desastre seria se elas esquentassem!
Adios árvores enfeitadas, adios tudo!
Essa foto foi tirada na Paulista, no futuro Parque Mário Covas (aquele perto do Banco Itaú).
Estão vendo a luz esverdeada? Bem, as luzes mudavam de cor a cada poucos segundos iluminando todas árvores. Muito bonito, pena que não deu para fotografar mais.


Essas próximas duas fotos são do Banco Real:

















A primeira abaixo, é uma foto dos enfeites da rua da Oscar Freire. Foi incrível! Era quase meia noite e ainda haviam algumas lojas abertas, com pessoas comprando! Em um domingo à meia noite.
Realmente isso mostra como São Paulo não pára.














E então, nós estávamos voltando para casa e passamos por uma das várias ruazinhas dos Jardins, e tudo estava bem quieto, com excessão de alguns carros passando. E então nós vimos essa casa, que todo ano é muito bem decorada. Esse ano não deixou nada a desejar. Só para dar uma idéia: tinha um segurança de plantão na frente da garagem, vendo toda a movimentação das pessoas.
Aqui estão as melhores fotos (na primeira ainda é possível ver o segurança, no lado direito):














sábado, 11 de abril de 2009

Um Último Ato

- Você não muda! Por que não? Todos mudamos. E você devia mudar. Você é só mais uma decepção, não entende isso? - Eu me viro e passo uma mão no cabelo, um sinal de frustração. Espero no silêncio. Silêncio. É só isso que existe em volta de mim no momento. - Não tem nada para falar? É claro que não. Você sabe que não tem sentido se defender, não é? É simplesmente inútil e faria você perder tempo falando qualquer desculpa idiota que eu não iria acreditar. Assim você economiza tempo de nossas vidas.
Eu saio andando pela casa tentando me acalmar. Chego no quarto e me deito na cama. Deixo as luzes apagadas, não me incomodo com o escuro. Já basta a iluminação que vem do outro cômodo. Só preciso relaxar. Fico somente ouvindo a minha respiração por algum tempo, me concentrando somente nisso. Mas os pensamentos insistem em surgir na minha cabeça. Suspiro derrotado e pego um cigarro, me odiando por fazer isso. Preciso acabar com esse vício, tenho que acabar com todos meus vícios. Fico tragando por alguns instantes, sentindo o cigarro me entorpecer. Começo a me lembrar de músicas, rostos e nomes. Vida escolar e adolescência. Tudo.
- Por que agora?
Faço essa pergunta em voz alta, embora eu seja o único no quarto. Eu não sei porque isso acontece agora. Essas coisas não me importam mais. Tudo mudou. Tudo muda, todos mudam. Posso sentir meu coração endurecendo com esse pensamento. Mas tenho que me acalmar. Ficar assim não irá me ajudar. Tenho que terminar o que comecei. Apago o cigarro no cinzeiro e ando em pequenos círculos ao lado da cama. Depois de alguns minutos me acalmo. Quase nada na minha mente, a não ser o que vou fazer nos próximos intantes. Saio do quarto e quase grito de frustração.
- Por que você ainda está aqui?! Vai embora! Eu não quero você aqui, você ainda não entendeu? Eu te
odeio!Por que você não me deixa em paz de uma vez por todas?!
Eu termino a frase gritando. Minha garganta dói. Todo meu corpo dói. Faço uma nota mental que diz: descançar assim que possível!
- Você me enoja. Me dá até dor de cabeça! Você é totalmente errada para mim e eu
me odeio por só perceber agora. Você tornou nosso relacionamento uma farsa e eu fui tolo de acreditar em tudo que você disse. Perdi todos por sua culpa. Vai embora e nunca mais apareça na minha frente!
Fico sem ar. Eu realmente deveria parar de fumar. Mas é um vício. Mas tenho que parar. Ela era um vicío para mim, o meu tipo preferido de heroína, mas se eu consegui dar um fim nisso, também vou conseguir dar um fim na nicotina.
Vou até o meu bar e encho um copo com whisky. Coloco algumas pedras de gelo e começo a beber. Sinto o ardente da bebida, descendo pela minha garganta. Aquecendo um pouco o meu coração de gelo. Bebo um, dois, três copos. Eu não devia ter tomado. Agora, vou perdoá-la. Como faço todas as noites.
Odeio isso. Por mais que as coisas mudem, algumas continuam sendo tão previsíveis.
Olho pelo canto do olho e vejo as cortinas caindo. As pessoas batendo palmas, pensando que tudo foi uma interpretação de um roteiro muito bem decorado. Ninguém pensa que o que aconteceu pode ser uma realidade. Uma triste realidade de duas pessoas que nunca deveriam ter ficado juntas. Isso tudo é totalmente errado. Amanhã irei me enganar de novo. Enganarei todo mundo, até ela. Só consigo falar tudo que sinto aqui, nessa farsa que chamo de trabalho. Viverei as mesmas mentiras e terei as mesmas ilusões.